Santa Catarina

100 maiores de Santa Catarina: uma nova líder a caminho?

A Bunge ainda encabeça a lista das cem maiores empresas de Santa Catarina em 500 MAIORES DO SUL, mas vê a BRF e a WEG no retrovisor

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Desde a edição passada de 500 MAIORES DO SUL, Bunge, BRF e WEG tem acirrado a disputa pela liderança das cem maiores empresas de Santa Catarina. Mais uma vez o trio trava uma interessante batalha no Valor Ponderado de Grandeza, o VPG, principal indicador do ranking elaborado por AMANHÃ e PwC Brasil (veja os detalhes na tabela abaixo).

A BRF tem uma distância de apenas R$ 1,5 bilhão para a Bunge, enquanto a WEG vê essa diferença um pouco maior: R$ 4 bilhões. Caso a BRF, que deixou de existir como uma empresa independente listada em novembro de 2025, não continue apresentando demonstrações financeiras individuais a partir de 2027, a WEG poderá se tornar a principal concorrente da Bunge.

Nada impede também que crescimentos de receita, patrimônio e lucro – principais indicadores que formam o VPG – robusteçam uma delas. Nesta edição, por exemplo, a Bunge é dona da maior receita líquida, enquanto a WEG obteve o maior patrimônio líquido e o maior lucro líquido, além de ter o maior capital de giro próprio.

Enquanto a Cooperativa Central Aurora Alimentos, a ENGIE Brasil Energia, o Grupo Havan e o Sicoob Central SC mantiveram suas posições, a Celesc avançou um degrau e a AXIA Energia Sul pulou duas posições à frente. Já a Whirlpool, que perdeu duas colocações, caiu para o décimo lugar.

Nove companhias entraram ou voltaram para a lista das cem maiores. São elas: AXS Participações, Cantu Store, Cristalcopo, Frisajo Agropecuária Industrial, Librepar, Posto Mime, Quantity, Sincol e Sistema Cooperativo Cresol Central Brasil.

As cem maiores empresas catarinenses também seguem tendo o menor nível de endividamento quando comparadas às gaúchas e paranaenses. No total, o índice das catarinenses é de 54,8% contra 58,8% das cem maiores companhias do Rio Grande do Sul e de 59% da lista das cem maiores do Paraná.

As cem maiores também conseguiram elevar a receita e o patrimônio, além de obterem o maior lucro (R$ 34,9 bilhões contra R$ 32,9 bilhões das gaúchas e R$ 30 bilhões das paranaenses). A soma dos prejuízos saltou 66,6%, para R$ 2 bilhões, sendo que mais da metade desse valor foi puxada pela Tupy, com R$ 654,5 milhões no vermelho, e Autopista Litoral Sul, com R$ 559,2 milhões.

100 Maiores SC tabela 2026 pós-evento
Fonte: Grupo AMANHÃ e PwC Brasil

Sobre o critério de classificação das empresas

Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG).

O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). O ranking é baseado em balanços do exercício de 2025 publicados ao longo do primeiro semestre de 2026.